Por que Oruam responde na Justiça: do confronto em 2025 à fuga em 2026
Rapper se entregou à polícia após confronto na porta de casa em 2025, virou réu por tentativa de homicídio e está foragido desde fevereiro de 2026 após violar a tornozeleira eletrônica
Bianca Ferrazdo CityTudo22 de julho de 2025 · Atualizado em · 2 min de leitura

O rapper Oruam se entregou à Polícia Civil em 22 de julho de 2025, um dia depois de um confronto na porta de sua casa, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desde então, o caso avançou: o cantor virou réu por tentativa de homicídio qualificado, teve o julgamento marcado para maio de 2026 e está foragido desde fevereiro daquele ano, depois de violar as condições da tornozeleira eletrônica que usava.
O confronto que originou o caso
Segundo a investigação, agentes foram até a casa de Oruam para cumprir um mandado de busca envolvendo um adolescente que estaria na residência, e o rapper e amigos teriam jogado pedras contra os policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) durante a operação.
As acusações
Depois do episódio, a Justiça do Rio aceitou denúncia do Ministério Público e tornou Oruam réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra os policiais envolvidos. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ele também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado. Parte da acusação de ameaça se baseou em uma fala do rapper durante o confronto, na qual ele teria dito ser filho de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho, atualmente preso.
O julgamento marcado e a fuga
O julgamento de Oruam pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tinha início previsto para 12 de maio, mas o rapper está foragido desde fevereiro de 2026, depois de violar as medidas cautelares relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica que vinha cumprindo. O processo tramita sob segredo de Justiça, e a defesa do cantor teve um pedido de habeas corpus negado em 7 de abril de 2026 pela desembargadora Márcia Perrini Bodart.
Um segundo processo, por lavagem de dinheiro
Paralelamente ao caso da tentativa de homicídio, Oruam também é investigado em outro processo, por suposta lavagem de dinheiro e associação ao Comando Vermelho. O Ministério Público aponta que o rapper teria recebido recursos provenientes do tráfico de drogas, ampliando o escrutínio judicial sobre um artista cuja carreira musical sempre esteve associada, na cobertura da imprensa, à sua origem familiar ligada à facção liderada pelo pai.
Por que o caso repercute
A repercussão em torno de Oruam combina dois fatores que já acompanhavam sua trajetória artística antes mesmo do confronto de 2025: o fato de ser filho de uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e o sucesso comercial de sua carreira no trap e no funk, que o transformou num dos nomes mais ouvidos do gênero nos últimos anos. A condição de foragido às vésperas de um julgamento de alta repercussão mantém o caso em aberto, sem previsão de quando a Justiça deve efetivamente conseguir dar andamento ao processo.


