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Por que Israel atacou o Irã em 2025: a Guerra dos 12 Dias, do início ao cessar-fogo

Ofensiva batizada de "Leão em Ascensão" mirou o programa nuclear iraniano e terminou 12 dias depois com trégua negociada pelos Estados Unidos, mas sem resolver as raízes do conflito

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

13 de junho de 2025 · Atualizado em · 2 min de leitura

Bateria do sistema de defesa antimísseis Iron Dome, de Israel (Foto: Forças de Defesa de Israel/Michael Shvadron, Wikimedia Commons, CC BY 2.0)

Em 13 de junho de 2025, Israel lançou uma ofensiva militar de larga escala contra o Irã, batizada de “Leão em Ascensão”, que deu início ao conflito que ficou conhecido como Guerra dos 12 Dias. A operação mobilizou cerca de 200 aeronaves e mirou, simultaneamente, instalações nucleares, bases militares e prédios governamentais iranianos, incluindo bases do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e centros de comando.

O motivo alegado

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou ter provas de que o Irã estava perigosamente perto de produzir uma bomba nuclear, com urânio enriquecido suficiente para até nove ogivas e um processo que vinha acelerando nos três meses anteriores ao ataque. Segundo Israel, o chamado “breakout time” (tempo necessário para produzir material físsil para uma arma nuclear) havia caído para apenas uma ou duas semanas.

Uma ameaça mútua havia décadas

Israel e Irã se enxergam mutuamente como ameaças existenciais havia décadas, e o ataque aconteceu num momento de forte isolamento internacional de Netanyahu, que já enfrentava desgaste desde o início do conflito com o Hamas em 2023. A resposta iraniana veio de forma imediata, com o lançamento de mais de 100 drones contra território israelense, dando início a doze dias de trocas de ataques entre os dois países.

O cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos

O conflito terminou em 24 de junho de 2025, quando Irã e Israel anunciaram, em sequência, que concordaram com uma trégua proposta pelo então presidente americano Donald Trump, que chamou o episódio publicamente de “a Guerra dos 12 Dias”. O acordo previa que o Irã suspendesse suas operações militares a partir da meia-noite em Washington, com Israel fazendo o mesmo doze horas depois. O pacote de entendimentos também envolveu a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, além de um cessar-fogo paralelo envolvendo o Líbano.

O que cada lado alcançou

Ao aceitar a proposta, Israel declarou ter atingido seus objetivos de guerra, incluindo a eliminação daquilo que classificou como a “ameaça nuclear e balística” iraniana. Já o Irã sofreu uma série de golpes contundentes que o enfraqueceram significativamente do ponto de vista militar, ainda que sem alterar de forma definitiva o quadro estratégico da região.

Uma trégua frágil, sem resolver as raízes do conflito

Logo após o anúncio do cessar-fogo, os dois países trocaram acusações mútuas de violação do acordo, e a tensão só foi amenizada depois que ambos concordaram em interromper novamente os ataques. Analistas apontam que a guerra não terminou de fato: as raízes do confronto entre Israel e Irã são ideológicas e geopolíticas, o que mantém em aberto a possibilidade de novos episódios de conflito direto entre os dois países no futuro.

Fontes

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