Quem é o Papa Leão XIV, o primeiro pontífice americano da história
Cardeal Robert Francis Prevost foi eleito em 8 de maio de 2025, após conclave de dois dias, e um ano depois já definia sinodalidade e missão como marcas do seu pontificado
Marina Kesslerdo CityTudo8 de maio de 2025 · Atualizado em · 2 min de leitura

O cardeal Robert Francis Prevost foi eleito Papa em 8 de maio de 2025, após um conclave de dois dias, e escolheu o nome Leão XIV. Ele é o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos na história da Igreja Católica, e completou um ano de pontificado marcado pela continuidade com o legado de Francisco e pela defesa de uma Igreja sinodal e mais próxima das periferias sociais.
Quem é ele
Nascido em 14 de setembro de 1955, em Chicago, filho de pai de origem francesa e italiana e mãe de origem espanhola, Prevost formou-se em Matemática pela Villanova University, na Pensilvânia, em 1977, antes de seguir a vida religiosa como agostiniano. Passou boa parte da carreira como missionário e depois arcebispo no Peru, e chegou a ser superior geral da Ordem de Santo Agostinho.
Em janeiro de 2023, o papa Francisco o nomeou prefeito do Dicastério para os Bispos, um dos cargos mais importantes da Cúria Romana, e o elevou a cardeal em setembro do mesmo ano.
Como foi a eleição
O conclave reuniu 133 cardeais eleitores, que precisavam de pelo menos 89 votos para eleger o novo Papa. A fumaça branca surgiu após a quarta votação, às 13h07 no horário de Brasília, no segundo dia de conclave.
O primeiro ano de pontificado
Leão XIV citou o papa Francisco em praticamente todas as alocuções públicas nos primeiros meses de pontificado, e desde cedo ficou claro que a sinodalidade, o modelo de Igreja que valoriza a escuta e a participação de leigos e clero nas decisões, seria uma das marcas do seu papado. Em seu primeiro discurso, afirmou: “Com todos vocês, irmãos e irmãs de Roma, da Itália, do mundo inteiro, queremos ser uma Igreja sinodal, uma Igreja que caminha”.
Outro eixo central do primeiro ano foi o fortalecimento da dimensão missionária da Igreja: Leão XIV defendeu que o cristianismo não pode permanecer fechado em estruturas burocráticas, insistindo na necessidade de uma Igreja mais próxima das periferias sociais e existenciais, expressão recorrente já usada por Francisco e que o novo Papa incorporou ao próprio discurso.
O estilo de governo
Nos primeiros 100 dias, Leão XIV mostrou um estilo marcado por prudência e escuta. Na missa inaugural, afirmou que a Igreja deve ser um “farol que ilumina as noites do mundo” e, dias depois, lembrou aos funcionários do Vaticano que “os papas passam, mas a Cúria permanece”, frase interpretada como sinal de uma governança mais institucional do que carismática, em contraste com o estilo mais informal de seu antecessor.


