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PL tem 1 em cada 10 candidatos ao Senado; veja o perfil de quem concorre

Partido Liberal lidera com 33 dos 314 candidatos às 54 vagas em disputa; perfil médio segue sendo de homens, brancos, casados e com pelo menos 50 anos

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

18 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Plenário do Senado Federal, em Brasília (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

As eleições de 2026 têm 314 candidatos ao Senado disputando 54 vagas, uma queda de 16% em relação a 2018, quando 385 pessoas concorreram ao cargo. A comparação é feita com 2018 porque foi a eleição mais recente em que também estiveram em disputa duas cadeiras de senador por estado, como agora.

PL lidera a corrida pelo Senado

O Partido Liberal concentra a maior quantidade de candidaturas ao Senado, com 33 nomes, o equivalente a cerca de um em cada dez candidatos. A sigla é seguida pela Unidade Popular, com 23 candidatos, e pelo PSOL, também com 21. Em 2018, o PSOL havia sido o partido com mais candidaturas ao cargo, também com 23 nomes.

Entre os 19 partidos que lançaram candidatos ao Senado nas duas eleições, o PSDB registrou a maior queda: de 25 candidatos em 2018 para 8 em 2026, uma redução de 17 nomes. Na sequência aparecem Rede, com 16 candidatos a menos, e PSOL, com redução de 15.

Menos candidatos por vaga que em 2018

A média de candidatos por vaga caiu de 7,2 em 2018 para 5,8 em 2026, mesmo com o número de partidos concorrendo praticamente estável, distribuído entre 29 legendas.

O perfil que ainda predomina

Apesar do crescimento na participação de mulheres e de candidatos negros, o perfil médio dos concorrentes ao Senado segue sendo de homens, brancos, casados e com pelo menos 50 anos, semelhante ao perfil geral considerando todos os cargos em disputa em 2026.

Dos candidatos ao Senado, 245 são homens (78%) e 69 são mulheres (22%). A participação feminina cresceu 3 pontos percentuais em relação a 2018, quando as mulheres representavam 19% das candidaturas. Ainda assim, o percentual de candidatas ao Senado fica abaixo da média geral do pleito.

Escolaridade acima da média

Em relação à formação, 79% dos concorrentes ao Senado têm ensino superior completo, um patamar de escolaridade bem acima da média da população brasileira, reforçando o perfil elitizado historicamente associado à disputa por uma cadeira no Senado.

Por que a comparação com 2018 importa

A escolha de 2018 como referência para medir a evolução do perfil dos candidatos não é arbitrária: foi a última vez que o mesmo desenho de disputa, com duas vagas por estado, esteve em jogo. Isso torna possível comparar diretamente o número de candidatos, a distribuição partidária e o perfil demográfico sem as distorções que uma eleição de vaga única causaria nos números.

Com a definição das candidaturas concluída, os 314 nomes ao Senado seguem agora para a fase de campanha propriamente dita, movimento decisivo para saber quantos desses perfis efetivamente chegam às urnas.

Fontes

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