Tarifas do transporte público em São Paulo sobem no início de 2026
Metrô e trem passaram a custar R$ 5,40; ônibus municipal foi de R$ 5 para R$ 5,30 na integração metropolitana
Marina Kesslerdo CityTudo17 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Desde 6 de janeiro de 2026, viajar de metrô, trem, monotrilho e ônibus intermunicipal na Grande São Paulo ficou mais caro. Segundo o Metrô CPTM, a tarifa unitária de metrô, monotrilho e trem subiu de R$ 5,20 para R$ 5,40, um reajuste de 3,85%, abaixo da inflação estimada pelo IPC-Fipe para o período (4,46%). Nos ônibus municipais administrados pela SPTrans, a passagem foi de R$ 5 para R$ 5,30, conforme confirmou também a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo, reajuste que afeta diretamente milhões de usuários do transporte público na capital e região metropolitana.
Consórcios regionais também reajustaram
Na região metropolitana oeste, o Consórcio Intermunicipal (Cioeste), que reúne Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi, aplicou alta de 5,2%, de R$ 5,80 para R$ 6,10, conforme noticiado pela CNN Brasil. Para quem usa o Bilhete Único na integração entre ônibus municipal e trem ou metrô dentro do intervalo de tempo previsto, a tarifa combinada subiu de R$ 8,90 para R$ 9,38, e a integração paga com Vale-Transporte foi para R$ 11,32, segundo apuração do Poder360. Créditos comprados até 5 de janeiro continuaram valendo pelo valor antigo por até 180 dias, conforme informou a CNN Brasil.
Reajuste valeu para todo o sistema metropolitano
O impacto no orçamento de quem depende do transporte público
Para trabalhadores que dependem de mais de um modal para chegar ao trabalho todos os dias, mesmo reajustes de poucos centavos por viagem se acumulam ao longo do mês, pressionando o orçamento familiar. No caso da integração ônibus mais trilho, o aumento de R$ 8,90 para R$ 9,38 representa uma alta de cerca de 5,4%, superior tanto ao reajuste isolado do ônibus quanto ao do metrô e trem, o que penaliza justamente quem depende de mais de um modal na rotina diária. Entidades de defesa do usuário de transporte público costumam pedir política tarifária mais previsível e reajustes escalonados, em vez de aumentos concentrados no início do ano.
Como funciona o cálculo do reajuste
Reajustes de tarifa de transporte público em São Paulo costumam seguir índices de inflação acumulada no período anterior, somados a custos operacionais como combustível, manutenção da frota e folha salarial dos operadores. Segundo a gestão municipal, o reajuste do ônibus em 2026 ficou abaixo da inflação acumulada, considerando o congelamento da tarifa entre 2020 e 2025. A metodologia é alvo recorrente de debate entre poder público, concessionárias e sociedade civil, especialmente em anos de inflação mais alta como parte de 2025 e início de 2026. Estudantes, idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência que já têm gratuidade ou desconto legal no sistema não são afetados pelos novos valores.
O que diz o ato oficial
Os novos valores foram formalizados pela Portaria SMT.GAB nº 005/2026, publicada pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e em vigor desde a zero hora de 6 de janeiro de 2026. O documento detalha ainda outras modalidades, como o passe de 24 horas apenas para ônibus, fixado em R$ 20,25, o passe de 24 horas integrado, em R$ 27,28, e as versões mensais, de R$ 257,53 para ônibus e R$ 411,13 para o bilhete mensal integrado. A portaria também mantém em vigor o programa Domingão Tarifa Zero, instituído pelo Decreto municipal nº 63.019, que garante viagens gratuitas em ônibus aos domingos na capital paulista, benefício que não é afetado pelo reajuste das tarifas nos demais dias da semana.


